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Lista da Feira 2002

Martha Medeiros

Como faço todo ano nesta época, eis minha lista de sugestões para a Feira do Livro de Porto Alegre, baseada no que li nos últimos 12 meses. Gosto é gosto. Não garanto a satisfação, melhor ler a orelha antes de puxar a carteira.

2002 foi um ano em que li bastante, porém, empolgada mesmo, poucos livros me deixaram. Destaco: Pense, de David Lodge; a reedição de O Destino de Um Homem, de Somerset Maugham; Terra e Cinzas, de Atiq Rahimi; Uma Desolação, de Yasmina Reza; A Caixa Preta, de Amós Oz (não confundir com Caixa-Preta do Ivan Sant’Anna, que é uma eficiente reportagem sobre acidentes aéreos, porém incomparável com o estupendo romance israelense) e Reparação, de Ian McEwan.

A família Pocket da L&PM continuou crescendo e disponibilizando títulos fundamentais da literatura nacional e mundial. Dois deles foram ótima companhia nas minhas últimas e saudosas férias: Antes de Adão, de Jack London, e A Primeira Coisa que Eu Botei na Boca, livro de contos do Deonisio da Silva.

Citado o primeiro brasileiro, vamos lá: li Rubem Fonseca, Hilda Hilst, Luiz Alfredo Garcia-Roza, Millôr Fernandes e Lya Luft com o prazer de sempre. E citada a primeira gaúcha, inevitável lembrar da trupe toda: Fabrício Carpinejar, Leticia Wierzchovski, Claudia Tajes, Charles Kiefer, Celso Gutfreind, Jorge Furtado, Paula Taitelbaum, Marcelo Carneiro da Cunha, Clarah Averbuck, Luis Augusto Fischer, Duca Leindecker, Daniel Pellezari, Paulo Hecker, David Coimbra, Magali Moraes, Liberato Vieira da Cunha, autores diversos, estilos diversos, impossível comentar cada um, estão todos com lançamentos na Feira: folheie, leia uns trechos, a Praça da Alfândega está lá pra isso mesmo, pra gente xeretar, investigar, descobrir. Não vou recomendar que você descubra Luis Fernando Verissimo porque se você ainda não fez isso, não é deste planeta.

Da lista que fiz pra mim mesma: vou atrás de Detalhes de um Pôr-do-Sol, de Vladimir Nabokov; Vésperas, de Adriana Lunardi; Esquetes de Nova Orleans, de William Falkner; O Leitor, de Bernhard Schlink e Quando Nietzche Chorou, de Irvim Yalom. Também vou remexer nos balaios de saldo e vasculhar os sebos pra ver se encontro Breviário da Decomposição, do filósofo Cioran, e O Tempo dos Assassinos, do Henry Miller.

Pergunte também aos seus amigos o que eles têm lido, do que gostam, e por quê. O boca-a-boca faz a gente conhecer preciosidades e estimula o mercado editorial. E se você convive com crianças, dê livros infantis de presente: Carlos Urbim, Ruth Rocha, Ziraldo... e os infanto-juvenis da coleção Desventuras em Série, de Lemony Snicket.

Se sobrar um troquinho depois desta gastação toda, sugiro meu mais recente lançamento, Divã. Não deveria, mas não resisti em me citar. Aprendi com o livro do Tulio Milman e do Heitor Kramer, Vença com a Mídia.


Domingo, 3 de novembro de 2002.



Desenvolvido por Carlos Daniel de Lima Soares.